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Vermelho e Preto

Arte e Moda, mais uma vez.

Neste editorial do The Guardian, os looks masculinos inspirados nos próprios artistas homenageados nas semanas de moda internacionais.

"Carven, Burberry and Raf Simons referencing Hockney, Calder, Giacometti and Morandi "

Fonte: The Guardian 

Fashionable Selby

O site, que já virou livro e desejo de vida, depois da parceria com os apartamentos mais legais cadastrados no Airbnb e de se aventurar no mundo Gourmet, lançou recentemente um compilado dos universos particulares de nomes bastante influentes e que devem ser conhecidos do mundo da moda, de todo o planeta.

http://theselby.com/galleries/special-projects/fashionable-selby/

Ryan McGinley - Naked and Famous
“Everyone thinks we’re making a porno,” McGinley says, laughing. “We usually don’t run into people, but when we do they’re like, ‘You’re making a porno, aren’t you? C’mon, you can tell me!’ ”
http://www.gq.com/entertainment/celebrities/201404/ryan-mcginley-photographer

Ryan McGinley - Naked and Famous

“Everyone thinks we’re making a porno,” McGinley says, laughing. “We usually don’t run into people, but when we do they’re like, ‘You’re making a porno, aren’t you? C’mon, you can tell me!’ ”

http://www.gq.com/entertainment/celebrities/201404/ryan-mcginley-photographer

Dica de música: Samaris
Estilo: Glacial Electronica
http://www.aestheticamagazine.com/blog/interview-samaris/
Pra ser surpreendido com mais música islandesa, ouça a playlist oficial do Airwaves 2014, festival que lança novas bandas por aquelas bandas e que consagra os artistas glaciais mais incríveis.Play: Iceland Airwaves 2014

Dica de música: Samaris

Estilo: Glacial Electronica

http://www.aestheticamagazine.com/blog/interview-samaris/

Pra ser surpreendido com mais música islandesa, ouça a playlist oficial do Airwaves 2014, festival que lança novas bandas por aquelas bandas e que consagra os artistas glaciais mais incríveis.

Play: Iceland Airwaves 2014

"Right now I don’t take notice of anything, I work with intuition. I try to do the projects I want, although I cannot choose every time. But I don’t check the work of others. Sometimes my colleagues tell me to look around at what is happening and I do it. But I prefer to grab a National Geographic and read it, that’s what I like. I also like to travel and play sport. They give me a sense of freedom. Otherwise, it is always like “Oh, I wanted to do something like that” or “Oh, that looks like something we already did.” You’re always suffering and never feel free. At least that’s what happens to me. There are people who are a deep source of knowledge and know all designers and their work. That’s great, but it doesn’t work for me."

Albert Foch

http://www.freundevonfreunden.com/interviews/albert-folch/

Proferidas Preferidas Destrutivas Destruídas

Desprezo, indiferença e até um certo ódio, foram proferidos sem dó e sem coerência semântica alguma naquele contexto totalmente emocional em que só se cabe a conotação. Afinal, já fora algum vinho e algumas cervejas, entre Gal, Caetano, Bethânia e Ro Ro.
As luzes de Natal davam um toque ainda mais mexicano naquele drama particular que já vinha dando seu show em diferentes formas nos outros anos, ainda que de forma quase conceitual. Um porre aqui e outra ressaca ali formavam um rococó psicanalítico pessoal - mas que para alguns não passavam de moldura clara e simples para aquilo que se vê. Claro era sufocante.
Segundos depois de tamanho azedume, um sabor ferruginoso de amargor surgia à boca, juntamente com o doce-amargo do damasco pós-alcoólico que ninguém entendia como descia.
Appricot. Afinal, havia alguma veia ainda britânica que pulsava naquele desespero latino-americano que inundava como as chuvas de verão tropical, que podia permitir o mínimo de classe, educação e, principalmente, neutralidade de sentimentos lusitanos tão densos, durante as festas mundiais de alegria e abraçaço.

[Brainstorm] A realidade como novo bem de consumo

O streetstyle ainda tem o importante papel de reforçar a apresentar o olhar sobre a criatividade, mas do outro lado do rio. Uma moda que até há pouco tempo atrás se construía sobre um mar de catálogo, designers e passarela; um mundo quase encantado, perfeito e impecável. Coisa de revista e, para a maioria dos pobres mortais, inatingível.

Tão impraticável era o acesso à conceituação das criações, quanto a levada em conta a opinião de quem gosta do belo, mas enfrenta barreiras práticas para atingi-lo ou consumi-lo. A vida das novelas de TV deixou de ter sentido e ser referência para muitos, quando a internet passou a consumir que todo o tempo dos nossos dias e virou a maior fonte de informação e desabafo que já passou por aqui.
Não a toa a arte imitou a vida e diversas produções para TV e cinema passaram a focar mais na vida que no mundo encantado das famílias perfeitas. As crises pessoais e as diferenças culturais viram os novos personagens que antes não passavam de reproduções de uma geração romântica que substituiu o bucólico pelo urbano e nada mais.
Mas o caminho até se assumir o “cru” como protagonista obviamente passou por um intenso e inexplorado caminho analítico lacaniano, e resultou em sessões de 25 minutos seja nas produções da CW ou da HBO.
Como previram alguns laboratórios de pesquisa de tendências, em tempos tão imediatistas, e ao mesmo tempo tão espetaculares, as experiências de consumo e o próprio comportamento começam a ser tratados e tramados de forma ainda mais profunda e instantâneas. Afinal, o que não marca com 140 caracteres, já foi para o final do feed sem nem mesmo receber um like sequer.
Não a toa, tanto empresas, quanto a arte ou nas redes sociais, só se destacou quem conseguiu a proeza de se destacar de forma substancial e em poucos segundos.
E ao que tudo indica, assim será por algum tempo.
Bons exemplos de quando a profundidade cultural encontra o Instantâneo contemporâneo são o Humans of New York, em que o jovem Brandon Stanton pôde suprir nossas urgências por drama e beleza reais, em diálogos curtos fazendo uma intensa pesquisa cultural em toda a grande capital.
Sem esquecer, é claro de Girls e a próxima série da HBO Looking, que preferiram mostrar a vida real e densa de grupos sociais influentes, a contarem os homogêneos contos de fadas de Sex & the City e Queer as Folk.
Grandes sites de referência reforçam este interesse em realidade com diferentes publicações voltadas para séries que retratam diferentes culturas e estilos de vida, como eram as cidades antigamente, ou ainda, “uma Paris como você nunca viu”.
O mundo começa a se transformar em uma grande Nat Geo, mostrando que talvez não sejamos assim tão instantâneos o tempo inteiro.. Mas que certamente, ilustra uma busca por mais profundidade e substância que uma moda que antes se baseava em estampas de logos e o hiperconsumo canibal.